domingo, 23 de agosto de 2009

Futebol de Mesa resiste a popularização dos vídeos games

Por Renato Fernandes

Campeonatos de Futebol de Botão são organizados oficialmente em 16 estados do Brasil. Além disso, órgãos como a Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM) e a Federação Paulista de Futebol de Mesa (FPFM) lutam para que o esporte criado em 1930 não desapareça, apesar da era dos jogos eletrônicos do século XXI.
O diretor de marketing da FPFM Eduardo Paiva fala sobre o papel da federação desde a sua criação em nove de junho de 1983. “Temos contribuído para a popularização dos jogos, melhor organização dos campeonatos, não deixar que o futebol de mesa morra”, afirma.
Existe até o dia do botonista comemorado no dia 14 de fevereiro. A data foi oficializada pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin em 2001 e marca o nascimento de Geraldo Décourt, um dos precursores do gênero no Brasil. Paiva enfatizou que o jogo permite a criatividade e imaginação, pois até Pelé e Robinho podem atuar no mesmo time.
Na hora de comprar o botão, os jogadores podem fazer equipes personalizadas. “Um cliente nos encomendou o Barcelona com a foto do neto de dois meses em várias posições”, afirma o proprietário de uma das lojas desse segmento Émerson Coelho. Paiva também comentou sobre suas invenções. “Já tive time até onde cada jogador era nome de um petisco como bacon, provolone, sardinha”.
Os jogos de botões podem ser comprados em bancas de jornal e mercados. Entretanto, lojas que além de customizarem seus produtos com cores e fotos, ajustam angulação, peso e altura conforme gosto e necessidades dos clientes. Quanto mais acessórios diversificados, maior o valor.
No Brasil são disputados torneios em grupo e individual. Os participantes são divididos em três classes ouro, prata e bronze. Ao mesmo tempo há a classificação de cada componente no ranking. Como o esporte é praticado em regiões diferentes do país, cada lugar tem sua maneira de jogar. Mas há a regra baiana (Cada jogador pode dar apenas um toque), carioca (três toques) e paulista (12 toques). O regulamento de São Paulo é o mais utilizado.
Em outros países existe a prática do sectorball, um jogo de botão estrangeiro, onde são adotadas regras diferentes, ao invés de uma bola é usada uma pastilha. O advogado Paulo Perrotti participou de um campeonato na Hungria. “Esse tipo de jogo já é mais tático do que o nosso, às vezes você faz uma jogada a seu favor até sem bola. Apesar de gostar, ainda prefiro a versão brasileira”, completa o botonista. Aliás, o país europeu vai organizar uma competição mundial de futebol de mesa com a regra de 12 toques esse ano.
O dono de uma das lojas do ramo Eduardo Toscano ressaltou um problema. A popularidade do futebol de mesa caiu por falta de opção. Os mais jovens não encontram com facilidade, é mais fácil achar jogos para consoles de vídeo game ou para computadores. Todavia, o esporte tem seus admiradores como o psicólogo Paulo Madjarof que joga profissionalmente a mais de 20 anos. “Comecei quando tinha 7 anos de idade, porque ganhei um Corinthians e Palmeiras, jogava até no chão, e desde então sempre pratico, funciona como uma terapia”.

Renato Fernandes é estudante de jornalismo da Universidade São Judas Tadeu e escreve para o site http://clickcultural.virgula.uol.com.br, além de manter o blog http://lagrandepoderosa.blogspot.com.

Imagens Renato Fernandes

Um comentário:

  1. Fala Sincero!

    O Melhor Post de todos os tempos do seu blog...rss
    Na verdade obrigado pela divulgação,fiz um post com o link para esta postagem!
    Até mais
    Abraço

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