terça-feira, 22 de setembro de 2009

Crise em Honduras

Eleição de Zelaya

Em novembro de 2005 Manuel Zelaya é eleito pelo Partido Liberal (PL) com 51% dos votos contra 45% de Porfirio Lobo Sosa do Partido Nacional (PN). O PL obtém 62 das 128 cadeiras da Assembléia Nacional e o PN 55. Em janeiro de 2006 Zelaya assume.

Em março deste ano o presidente propôs um plebiscito que permitiria a reeleição presidencial. Porém a Constituição datada de 1982 possui uma cláusula pétrea para mandato único.

No dia 25 de junho Zelaya ignora decisão da Suprema Corte que ordenou a readmissão do general Romeo Vasquez, demitido por ser contra a mudança na Constituição. No dia seguinte o presidente afiirma que a tensão foi superada e prepara o referendo para a reforma. A OEA (Organização dos Estados Americanos) envia uma comissão especial para analisar a situação no país.

O golpe

Militares invadiram o palácio presidencial no dia 28 de junho, dia do referendo, e levaram Zelaya para instalações da Força Aérea. Ainda vestindo pijamas ele é mandado para a Costa Rica, sob asilo político.

O presidente do Congresso, Roberto Micheletti assume o comando do país e avisa que não houve golpe de Estado.

A Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) se reúne no dia 30 de junho e divulga repúdio ao golpe e exige a restauração imediata do presidente.

O desenrolar dos fatos

O governo interino anuncia a saída da OEA.

Na tentativa de voltar ao país o Exército hondurenho impede que o avião de Zelaya aterrisse. No local ocorre um confronto entre manifestantes e forças de segurança.

O regime interino expulsa funcionários da embaixada argentina em resposta à expulsão da embaixadora hondurenha na Argentina. No dia seguinte a Anistia Internacional divulga o aumento das violações aos direitos humanos em Honduras.

Com o intuito de pressionar o governo hondurenho, o Brasil ordena que os hondurenhos vão precisar de visto para ingressar no país. No mesmo dia os EUA reconhecem o golpe.

Exilado na Nicarágua, Zelaya comemora seus 57 anos, dia 19 de setembro.

Na segunda-feira (21/09) Zelaya retorna à capital Tegucigalpa e procura abrigo na Embaixada do Brasil.



Dados Gerais

Área: 112.492 km.
Hora local: - 3 (Brasília)
Clima: tropical
População: 7,2 milhões (2006)
Idioma: Espanhol
Religião: Cristianismo (96%)
Governo: República presidencialista, 18 departamentos.
Economia: Moeda é a lempira. O PIB é de US$ 9,2 bilhões.

História

A cidade de Copán, das ruínas maias é considerada patrimônio da humanidade pela Unesco .

Em 1502 Colombo chega ao local.

Espanhóis brigam com os guerreiros maias e matam o seu líder Lempira em 1539.

Em 1821 Honduras liberta-se da Espanha.

Em 1823 integra a Federação Centro-Americana.

No ano de 1838 torna-se independente.

Eleito presidente em 1932 o general Tiburcio Carías Andino governa como ditador por 17 anos.

O furacão Mitch destrói quase 70% da infraestrutura produtiva e deixa mais de 6 mil mortos em 1998.



Ano passado Honduras filia-se ao PetroCaribe - acordo com a Venezuela para compra de petróleo a preços menores que os praticados pelo mercado internacional. Além disso, ingressa na Alba - Alternativa Bolivariana das Américas, comandada por Hugo Chavéz.

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