terça-feira, 6 de julho de 2010

Invicta e eficiente Holanda disputa sua terceira final de Mundial

Foram 32 anos de espera pelo retorno holandês a uma final de Copa do Mundo, a terceira do país. A vitória contra os uruguaios confirma o bom momento da Laranja, invicta há 25 partidas e com 100% no mundial da África.

Asiáticos, africanos, europeus e finalmente sul-americanos, o mundo provou o gosto amargo da derrota diante dos finalistas que vestem as camisas laranja. O futebol apresentado pode não encantar como o faz até aqui outra candidata ao título a Alemanha, mas a eficiência do conjunto dá resultado.

A Laranja de 1974

sholanda_1974 Em outras duas oportunidades os holandes chegaram à decisão. Em 1974 na Alemanha a Laranja chegou ao mundial com fama de time goleador. Nas eliminatórias vitórias por 9x0 na Noruega, 5x0 e 8x1 na Islândia. Foram 24 gols em seis jogos!

Aquela era sem dúvidas a melhor geração da história do país, que na Champions League levou as as taças de 1969/70 com o Feyenoord e o tri 1970/71, 1971/72 e 1972/73 com o Ajax de Cruijff, Keizer, Swart e Neeskens.

Do Ajax surgiu a base para a seleção que começaria a ser conhecida pela alcunha de Laranja Mecânica. A estreia foi com vitória contra o Uruguai 2x0. O empate sem gols contra a Suécia não desaminou a torcida que pode comemorar os 4x1 contra a Bulgária.

Nas  quartas de final Argentina, Brasil e Alemanha Oriental não superaram o carrossel holandês. Goleada na Argentina 4x0, 2x0 nos alemães e 2x0 no Brasil comandado por Zagallo. O rodízio e a troca de posições dos holandeses confundiam os adversários. “Parecia que jogavam com 18 jogadores”, disse o zagueiro portenho Perfumo.

Na final o título era dado como certo contra os alemães, donos da casa. O gol aos 2’ de jogo parecia confirmar isso. No entanto, aos 25’ pênalti para a Alemanha e Breitner empata. Aos 41’ o impossível, Müller recebe na área, gira sobre a marcação de Krol e chuta. Era o fim do sonho holandês de conquistar o mundo. Krol, Neeskens e Cruyff foram para a seleção da Copa da FIFA, sendo Cruyff eleito o melhor da Copa.

1978 Outra final, outro vice

holanda78 A base era a mesma que chegou ao segundo lugar em 1974, porém seu destaque Cruyff não viajou. Nas eliminatórias foram 5 vitórias e 1 empate.

O grupo holandês era fraco mas os europeus passaram apuros, sem empolgar venceram o Irã por 3x0. Contra o Peru empate sem gols em San Martin. Pra piorar, derrota diante da Escócia por 3x2. A única nota feliz foi o milésimo gol em Copas, marcado por Rensenbrink.

Nas quartas a Laranja parecia recuperar o bom futebol e a goleada por 5x1 sobre a Áustria foi prova disso. O empate diante dos alemães e a vitória por 2x1 contra a Itália garantiu a vaga na final contra a Argentina, dona da casa.

No Monumental de Nuñes a festa estava armada para os argentinos. Nanniaga tentou estragar ao empatar a partida aos 37’ do segundo tempo, entretanto Kempes e Bertoni na prorrogação deram o primeiro título aos argentinos. Rensenbrink e mais uma vez Krol estavam na seleção da Copa.

2010

1269451_full-lnd Este ano pela primeira vez a equipe chega sem perder nenhum ponto e ainda conta com o bom momento vivido por Robben e principalmente pelo artilheiro do mundial e candidato a craque da Copa Sneijder.

A campanha é parecida com a das eliminatórias, na qual a Holanda venceu os seus oito jogos. Robben se igualou a Rep e Rensenbrink ao marcar gols em duas Copas. Sneijder pode alcançar Rep como maior goleador do país, basta fazer mais dois.

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