terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vira a 5, acaba a 10?

psv_goleada_div_950 Parece pelada de rua, mas não é. Neste domingo PSV e Feyenoord fizeram um clássico pra lá de inusitado. Tudo corria normalmente como qualquer outro clássico até o fim da primeira etapa, quando o time de Eindhoven vencia por 2 a 0. Veio o segundo tempo e o atual líder da Eredivisie decidiu judiar dos rivais que já não ocupam uma boa posição na tabela. Foram mais oito gols para a conta do goleiro Rob van Dijk. No fim 10x0, isso mesmo, 10 a zero.

Se o resultado fosse contra o desconhecido VVV-Venlo, já seria digno de espanto, afinal, não se comemora tal feito todos os dias. Mas não, para tornar o placar ainda mais assombroso o jogo foi contra aquele que é o terceiro maior vencedor do país. O placar elástico fez o técnico Mario Been pedir demissão, não aceita pela diretoria do Feyenoord. Somente neste duelo o PSV marcou mais que o lanterna Willem II e o vice-lanterna VVV-Venlo em todos os 10 jogos disputados.

Num jogo de tantos gols, um brasileiro fez um hat-trick, ou seja, três vezes balançou as redes. Jonathan Reis é o nome dele, isso por que saiu com 25 minutos do segundo tempo. Jonathan de apenas 21 anos jogou pouco no Brasil, mais precisamente no Tupi de Minas Gerais, sua terra natal. O brasileiro marcou 6 gols em 3 partidas. Os outros foram anotados pelos holandeses Jeremain Lens – duas vezes – Ibrahim Afellay (da seleção), Orlando Engelaar, pelo sueco Ola Toivonen e pelo húngaro Balázs Dzsudzsák – duas vezes.

Mesmo com a maior goleada do torneio e o melhor ataque, o PSV não tem o artilheiro. Ele pertence ao Utrecht e se chama Ricky van Wolfswinkel, com 9 gols em 10 jogos. Mas é bom lembrar que Ricky fez metade de seus gols de pênalti.

Maiores goleadas envolvendo rivais em outros países em nacionais.*

Alemanha

Bayen Munique 11x1 Borussia Dormund -1971/72

Bayern Munique 0x7 Schalke 04 – 1976/77

Brasil

Corinthians 7x1 Santos – 2005

Botafogo 6x0 Flamengo – 1972

Vasco 7x1 São Paulo – 2001

França

Lyon 8x0 Olympique de Marseille – 1996/97

Holanda

Feyenoord 9x4 Ajax – 1964/65

Itália

Juventus 9x1 Inter – 1960/61

Juventus 1x7 Milan – 1949/50

Juventus 7x1 Roma – 1931/32

Portugal

Sporting 7x1 Benfica – 1986/87

Benfica 12x2 Porto – 1942/43

Porto 10x1 Sporting – 1935/36

*Dados da coluna Futebol em números do IG

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Um pequeno passo para o homem…

ebwhite Dando continuidade aos bons textos do jornalismo, reproduzo aqui não uma reportagem, mas uma crônica do norte-americano E. B. White, jornalista da revista The New Yorker. O texto que White constrói é irônico e também sério, mostra a sua visão do fato, no caso a chegada do homem à Lua.

Enquanto todos se deliciavam com a conquista, ele de forma bem-humorada critica a atitude de fincar a bandeira dos Estados Unidos na superfície lunar.

O texto faz parte dos estudos de Jornalismo Literário, ministrado pelo jornalista Daniel Piza.

E. B. White

Tradução Daniel Piza.

Moon Landing

26/07/1969

homem-na-lua_1619_1024x768A lua, descobrimos agora, é um grande lugar para homens. Uma gravidade um sexto menor deve ser bem divertida, e quando Armstrong e Aldrin fizeram sua dancinha animada, como duas crianças felizes, foi um momento não apenas de triunfo, mas também de alegria. A lua, por outro lado, é um lugar ruim para bandeiras. A nossa parecia estática e esquisita, tentando flutuar numa brisa que não soprava. (Deve haver alguma lição nisso aqui). É tradicional, claro, que exploradores finquem uma bandeira, mas o que nos chamou a atenção, enquanto observávamos com espanto e admiração e orgulho, foi o fato de que nossos dois companheiros eram homens universais, não nacionais, e deveriam estar equipados de acordo. Como todo grande rio ou todo grande mar, a lua não pertence a ninguém e pertence a todos. Ela ainda tem a chave da loucura, ainda controla as marés que batem nas praias de todos os lugares, ainda cuida dos amantes que se beijam em todos os países debaixo do céu, não de uma bandeira. Que pena que em nosso momento de triunfo não tenhamos renegado a cena familiar de Iwo Jima e , ao contrário, plantado um instrumento aceitável a todos: um lenço branco e limpo, talvez, símbolo do resfriado comum, que assim como a lua, nos afeta a todos, nos une a todos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O duelo do ano no José Amalfitani

A beira de um jogo importantíssimo que pode definir o campeão do Apertura, o líder do campeonato Estudiantes sofre com lesões e pode enfrentar o vice-líder Vélez com desfalques. Na Argentina o confronto é visto como o duelo do ano.

estudiantes A batalha tem dia e hora marcada. Sexta-feira, 22, às 22h10 (horário de verão), os Pinchas visitam o Vélez no estádio José Amalfitani e lutam para manter a liderança e quiçá aumentar a vantagem que hoje é de três pontos. Não será fácil, não bastasse a boa fase do adversário, jogadores importantes como Braña, Enzo Pérez e Orión podem ficar de fora. A boa notícia é o retorno de Verón, que não jogou no empate diante do Colón.

 

velezEm Liniers o confronto é encarado como uma final antecipada, no entanto o técnico Ricardo Gareca não joga a toalha. “Para nós é uma final de todo ponto de vista. Mas o torneio não acaba sexta”, disse ao diário Olé. Dono dos dois artilheiros do Apertura, Santiago Silva e Juan Martínez, o Vélez terá pela frente a melhor defesa do campeonato. O uruguaio Santiago Silva, aliás, espera um grande espetáculo. “Vai ser uma boa partida. Ambos têm um bom plantel e fazem a diferença”, disse o goleador.

 

 

garecaDe longe o Arsenal de Sarandí só observa e torce contra o time de La Plata. Com três pontos a menos e empatado com o Vélez e com saldo menor, o time de Sarandí enfrenta o Godoy Cruz como mandante e uma vitória mantém a esperança do título.

Faltando oito jogos para o fim do campeonato os três clubes são os que possuem mais chances de título. A tabela é favorável ao Vélez. O clube que completou cem anos em 2010 terá jogos mais fáceis e apenas o Racing na última rodada deve dificultar a sua vida, por isso uma vitória sexta é vital. O líder Estudiantes enfrenta o River Plate fora e o Arsenal em La Plata. Já o Arsenal terá Racing, Boca Juniors e Estudiantes longe de Sarandí e ainda o San Lorenzo em casa. Promessa de fortes emoções nas últimas rodadas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Uma noite em 67

GILBERTO GIL Enquanto só se fala de Tropa de Elite 2 e filas se formam em todos os cinemas, fui assistir ao documentário Uma Noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil. O filme conta a história dos bastidores do III Festival da Música Popular Brasileira, exibido pela TV Record, com imagens reais da época e depoimentos atuais.

A noite do dia 21 de outubro de 1967 no Teatro Paramount, no centro de São Paulo reuniu jovens talentos da música brasileira que competiam pelo título de melhor canção do festival. Entretanto, a competição tinha uma singularidade, a plateia influenciava a disputa. Uma parte vaiava e outra aplaudia veementemente os artistas, tornando-se parte indispensável do festival.

Foi por causa dela, aliás, que um fato inusitado marcou a história do festival, quando o compositor Sérgio Ricardo subiu ao palco para cantar e foi recebido sob vaias. Ele tentou pedir silêncio, mas foi em vão. Irritado, desistiu de cantar, quebrou o violão e atirou os destroços na plateia. Entre os participantes estavam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e os Mutantes, MPB 4, Roberto Carlos e Edu Lobo.

CAETANO VELOSOA obra é recheada de momentos empolgantes, como na apresentação de Caetano Veloso e sua música Alegria, alegria que encantou o público que até então o vaiava. A vibração é tamanha que nos faz querer levantar e aplaudi-lo, como se estivéssemos no Teatro. Outros tantos períodos nos fazem rir, principalmente nas declarações de Chico Buarque e dos jurados. Um dos pontos fortes é a luta contra a guitarra elétrica, a passeata com Elis Regina, Gilberto Gil, Jairzinho e Cia pelas ruas para impedir o uso do instrumento.

Enfim, para os mais novos é interessante ver quantas coisas diferentes faziam os apresentadores da época, nem sempre louváveis. Os dois apresentadores e até os competidores andavam pelo palco com seus cigarros em mãos e tinham um linguajar solto, por vezes excêntrico. Hoje essa atitude é impensável na televisão brasileira.

Ainda que o final seja conhecido do grande público e acessível com a internet e meios de busca, o roteiro nos traz certa expectativa pelo resultado e pela reação dos artistas. A amizade dos concorrentes e a paixão pelo trabalho se mostram acima de qualquer individualidade.

Ficha técnica

Direção: Renato Terra e Ricardo Calil

Coprodução: VideoFilmes e Record Entretenimento

Produção executiva: João Moreira Salles e Maurício Andrade Ramos

Consultoria: Zuza Homem de Mello

Direção de Fotografia: Jacques Cheuiche

Som: Valéria Ferro

Montagem: Jordana Berg

Mixagem: Denilson Campos

Produção: Beth Accioly

Coordenação de produção: Carolina Benevides

Coordenação de finalização: Bianca Costa

Pesquisa: Antônio Venâncio

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Adílson aposta em atletas contestados e deixa Timão

BRASILEIRÃO/CORINTHIANS X ATLÉTICO-GO Durou pouco o retorno de Adílson Batista ao Corinthians. A péssima campanha nos últimos cinco jogos e as escolhas e teimosias do treinador culminaram com a demissão do gaúcho. No Parque São Jorge surge o nome de Carlos Alberto Parreira, mas seria o momento do tetracampeão?

Quando Adilson assumiu o clube tentou dar continuidade no trabalho de Mano Menezes, fez suas mudanças, a equipe ficou mais ofensiva e por consequência a defesa exposta. Aí reside um dos problemas de Batista. Sob o comando de Mano o time levou 12 gols em 11 jogos, já com Adilson foram 24 tentos em 17 partidas.

thlenoA contusão de Chicão e a ausência de outros tantos jogadores obviamente prejudicou o trabalho. Mas a outrora melhor defesa do país ficou vulnerável e as escolhas do técnico pesaram. Ele pediu a contratação de Thiago Heleno ex-Cruzeiro, justamente no momento em que Paulo André – reserva absoluto de Willian e Chicão – vivia boa fase. Pior, com a contusão de Ralf e a saída de Elias, na seleção, Adilson optou por Moacir, atleta que chegou no começo do ano e não rendeu, está bem abaixo dos outros jogadores do elenco.

Além das contusões, Adilson vinha sofrendo com reclamações de jogadores como Bruno César, um dos destaques do time que protestou publicamente por jogar fora de posição. Criticado, o argentino Defederico foi contratado a peso de ouro ainda não jogou o esperado em mais de um ano de clube, porém as últimas apresentações do meia demonstraram que ele não pode ser reserva de Danilo.

Os cinco jogos sem vitória, dois pontos em 15 disputados, a fraca campanha no Pacaembu com empates com Botafogo e Ceara pesou na reta final do torneio. O título ficou distante, a Libertadores ameaçada e agora? Rumores colocam Parreira no Timão, mas o momento será o ideal para a chegada dele? Parreira seria uma escolha para longo prazo, não para agora, há dez jogos do fim e sem tempo para trabalhar treinos e táticas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pintou o campeão?

ARGENTINA - FÚTBOL Quando foi anunciada a perda de jogadores como Angeleri, Boseli, Clemente Rodríguez, Cellay e José Sosa, o torcedor do Estudiantes imaginou que esta seria uma temporada sofrida. A eliminação nas quartas de final da Libertadores para o Internacional foi superada e os Pinchas de Gata Fernández decolaram no Apertura.

Em dez rodadas o time de A. Sabella perdeu apenas uma, empatou outra e venceu oito. A defesa é a melhor do torneio, levou somente três gols e há quatro partidas não é vazada. Somente o River do Clausura 2008 tem melhor defesa nos últimos anos, na ocasião os Millonarios levaram apenas dois em 10 jogos, curiosamente ambos na mesma partida.

Télam Buenos Aires, 08/10/10 - El puntero Estudiantes de La Plata derrotó a Olimpo de Bahía Blanca 2-0, en el adelanto de la décima fecha del torneo Apertura. Juan Sebastián Verón dialoga con el DT de Estudiantes, Alejandro Sabella. Foto: Raul Ferrari/Télam/cl A empolgação é embasada nas recentes atuações do time de La Plata e nas vitórias contra adversários tradicionais. Após a derrota para o All Boys o time de Verón emendou uma sequência de vitórias contra Boca Juniors, Gimnasia (maior rival), San Lorenzo e hoje diante do Olimpo. Nas próximas cinco rodadas a chance de ampliar a vantagem é grande, visto que os Pinchas têm pela frente apenas o Vélez como adversário difícil.

Não perder pontos contra times considerados fracos pode ser essencial no fim, pois nas últimas rodadas o Estudiantes terá River e Arsenal de Sarandí, além dos tradicionais Argentinos Jrs e Independiente.ARGENTINA - FÚTBOL

Na partida de hoje o juiz deu aquela força e com dois pênaltis e dois jogadores a mais em campo a vitória por 2 a 0 até que ficou barata. No primeiro penal Mercado se jogou na área, o juiz L.Alvarez apitou e Gata Fernández colocou os Pinchas em vantagem. A vitória já estava garantida quando o árbitro marcou outra penalidade, desta vez corretamente e Rodrigo López marcou.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Llosa é o quarto sul-americano a vencer Nobel de Literatura

07_MHG_vargasl Nesta quinta-feira a Academia Sueca divulgou o vencedor do prêmio Nobel de Literatura 2010 (saiba aqui quem foi Nobel). O vencedor é o escritor peruano Mario Vargas Llosa, natural de Arequipa, autor de mais de 16 livros.

Llosa escreveu seu primeiro livro em 1959 com o título de Os chefes, e tem como principais obras Conversa na catedral de 1969, A cidade e os cachorros de 1963 e Travessuras da Menina Má de 2006. No fim deste ano ele deve lançar seu novo livro, Sabres y Utopias.

Desde 1982 quando o colombiano Gabriel García Marquez ganhou o prêmio que um sul-americano não ganhava. Antes dele os chilenos Pablo Neruda e Gabriela Mistral levaram em 1971 e 1945.

Esta certamente é a mais importante condecoração do autor que dentre outros ganhou o prêmio Cervantes, o Rômulo Gallegos, Príncipe das Astúrias de Letras da Espanha, o da Paz de autores da Alemanha e o Planeta.

Aqui textos de Daniel Piza sobre Llosa.

domingo, 3 de outubro de 2010

Carnaval fora de época em Mainz

dom-collage-q200 A cidade de Mainz está em festa, mas não estou falando do carnaval de rua que acontece na região com duração de quatro dias e quatro noites, terminando apenas na Segunda-feira de Rosas. Os foliões fantasiados que invadem as ruas vestem outra roupa; camisetas vermelhas, calções brancos e meias alvirrubras.

O Mainz 05 time da cidade de mesmo nome e com mais de 200 mil habitantes é a sensação neste início da Bundesliga 2010/11, com sete vitórias nos sete jogos disputados. A surpreendente campanha já fez história, a equipe igualou a marca de Kaiserlautern (2001-02) e Bayern Munique (1995-96) que também conseguiram 100% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas.

290px-Mainz_altstadt Fundado no dia 16 de março de 1905, o Mainz ganhou em 1982 o campeonato amador, no entanto o passado recente do clube é de maior sucesso. Depois de três tentativas frustradas em 1997, 2002 e 2003, o clube enfim conseguiu a promoção em 2004 para a Bundesliga. Nas duas primeiras temporadas ficou na décima primeira posição, porém no ano de 2007 veio o rebaixamento. A tentativa de voltar a elite fracassou por pouco em 2008, quando mesmo com a melhor defesa da liga os vermelhos ficaram dois pontos atrás do FC Köln.

bruchwegstadion_622Em 2009 o clube se organizou e chegou em segundo lugar no campeonato, garantindo o retorno à Bundesliga. Na temporada passada o Mainz conseguiu sua melhor colocação no torneio, o nono lugar, com um time fadado ao rebaixamento. Na ocasião a campanha no Bruchwegstadion fez a diferença, foram 9 vitórias, como mandante, a quinta melhor campanha entre os 18 clubes.

Este ano nada parece deter os comandados do jovem treinador Thomas Tuchel, de apenas 37 anos. A equipe lidera a Bundesliga, tem o melhor ataque, a terceira melhor defesa e já bateu entre outros o atual campeão Bayern em Munique e o Werder em Bremen.

Sem grandes craques, com um ataque jovem e um meio de campo experiente, o Mainz é o que o seu rival de ontem foi há dois anos. O Hoffenheim subiu para a primeira divisão e foi campeão do primeiro turno. Virou a sensação da Bundesliga, porém perdeu jogadores por lesão e não conseguiu chegar entre os primeiros.

lewis holtbyandre schrrleO Mainz espera um futuro diferente do rival de ontem e conta com o poderoso ataque para manter a liderança e conquistar o troféu. Basta lembrar que quatro atletas já atuaram no setor ofensivo e juntos somam 12 dos 18 gols do clube. O destaque é André Schürrle (esquerda), de apenas 19 anos, que já marcou 4 gols em 6 jogos e ainda fez uma assistência. Entretanto o nome da temporada é outro, Lewis Holtby (direita), de 20 anos, meia que já fez dois gols e deu passe para outros sete. 

A geração promete momentos de alegria para o Mainz e também para a seleção alemã e não causaria surpresa uma futura convocação, visto que o técnico Joaquim Löw estava no estádio no sábado.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Edney Silvestre ganha Prêmio Jabuti

jabuti Nesta sexta-feira foram divulgados os vencedores do 52º Prêmio Jabuti. Na categoria de romance o escritor e jornalista Edney Silvestre foi o grande vencedor com o livro “Se eu fechar os olhos agora”. Silvestre superou Chico Buarque, “Leite derramado” e Luis Fernando Veríssimo, “Os espiões”. Inicialmente eram oito categorias, mas com o passar do tempo outras foram acrescentadas e hoje são vinte e uma categorias no total.

Edney Silvestre é conhecido do público por suas reportagens como correspondente internacional da TV Globo e também do jornal O Globo. Ele cobriu o atentado ao World Trade Center, guerra do Iraque e hoje faz reportagens para o Jornal Nacional. “Se eu fechar os olhos agora” da editora Record, é a estréia de Silvestre na ficção, a obra é sobre uma investigação de um crime em um momento importante na história do Brasil. Os interessados podem ler o primeiro capítulo aqui, no site da editora.

Na categoria Reportagem o vencedor foi Ruy Castro com “O leitor apaixonado”, da Companhia das Letras. Trata-se de uma coletânea de 45 artigos do autor. Ruy Castro, aliás, já havia vencido o Jabuti em 2006 nas categorias Biografia e Livro do Ano de Não-Ficção, com “Carmen: Uma Biografia”.

Até dia 31 de outubro o público poderá votar no seu favorito ao prêmio de melhor livro, pelo site premiojabuti.org.br. No dia 4 de novembro acontece a premiação e a entrega dos prêmios de Livro do Ano de Ficção e Livro do Ano de Não-Ficção. Os ganhadores levam a bolada de R$ 30 mil.

Abaixo os vencedores:

Ficção
se eu fechar os olhos agora Romance
"Se eu fechar os olhos" (Edney Silvestre)
"Leite derramado" (Chico Buarque)
"Os espiões" (Luis Fernando Veríssimo)
Contos e crônicas
"Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras histórias de amor)" (José Rezende Jr)
"A máquina de revelar destinos não cumpridos" (Vário do Andaraí)
"Paulicéia dilacerada" (Mário Chamie)
Poesia
"Passageira em trânsito" (Marina Colasanti)
"Sangradas escrituras" (Reynaldo Jardim Silveira)
"Lar" (Armando Freitas Filho)
Infantil
"Os herdeiros do lobo" (Nelson Cruz)
"Carvoeirinhos" (Roger Mello)
"A visita dos dez monstrinhos" (Angela-Lago)
Juvenil
"Avó dezanove e o segredo soviético" (Ondjaki)
"Marginal: à esquerda" (Angela-Lago)
"Sofia e outros contos" (Luiz Vilela)

Não-ficção
Biografia

"Nem vem que não tem: vida e veneno de Wilson Simonal" (Ricado Alexandre)
"Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão" (Lira Neto) e "Euclides da Cunha: uma odisséia nos trópicos" (Frederic Amory)  - empatados em 2º
"Bendito, maldito: uma biografia de Plínio Marcos" (Oswaldo Mendes)
Reportagem
"O leitor apaixonado, prazeres a luz do abajur" (Ruy Castro)
"Olho por olho: livros secretos da ditadura" (Lucas Figueiredo)
"Conversas de cafetinas" (Sérgio Maggio)
Capa
"O resto é ruído: escutando o século XX"
"Salas e abismos"
"Os espiões".
Teoria/crítica literária
"A clave do poético"
"O controle do imaginário e a afirmação do romance"
"Cinzas do espólio".
Tradução
"O leão e o chacal mergulhador"
"Canção do venrável"
"Trabalhar cansa"

Arquitetura e urbanismo, fotografia, comunicação e artes
"Athos Bulcão"
"Brasiliana Itaú"
"Ética, jornalismo e nova mídia"
Projeto gráfico
"Igreja e convento de São Francisco da Bahia"
"Alice no país das maravilhas"
"Rino Lins, uma gráfica de fonteira"
Ilustração
"Já já: a história de uma árvore apressada".
"O lobo" e "Marginal : esquerda" (empatados em 2º lugar)
"O tamanho da gente" e "O passarinho que não queria só cantar" (empatados em 3º lugar)
Ciências exatas, tecnologia e informática
"Obra científica de Mario Schomberg"
"Linguagens formais, teoria, modelagem e implementação"
"Química verde: fundamentos e aplicações"
Educação, psicologia e psicanálise
"O tempo e o cão"
"Caderno sobre o mal"
"Brasil arcaico, escola nova: ciência, técnica e utopia nos anos".
Didático e paradidático
"Uma história da cultura afrobrasileira"
"Coleção gira mundo"
"Almanaque de sentidos"
Economia, administração e negócios
"Trabalho flexível empregos precários?"
"Os anos de chumbo"
"Biocombustíveis, energia da controvérsia"
Direito
"A constituição na vida dos povos"
"Direito das companhias"
"Curso de direito tributário: constituição e código tributário nacional"
Ciências Humanas
"Viver em risco"
"A luta pela Anistia"
"Um enigma chamado Brasil"
Ciências naturais e da saúde
"Clínica médica"
"Manual de diagnóstico e tratamento para residentes de cirurgia"
"Medicina Laboratorial para o clínico".
Tradução de obra literária do espanhol para o português
"Purgatório"
"Três tristes tigres"
"Cem anos de solidão"