quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Entregar ou não? Discussão apenas para a torcida

Diante da eminente possibilidade de dois dos maiores rivais do Corinthians decidirem o título a favor do alvinegro muita coisa foi dita e até especulada seja por nós da imprensa ou por jogadores. Mas a verdade é que o assunto é antigo e sempre que volta às páginas do jornal rende discussão. Basta lembrar do próprio nacional do ano passado, quando o Timão enfrentou o Flamengo, rival do Tricolor na disputa do título. A questão principal é se os atletas devem entrar neste imbróglio.

O torcedor está no papel dele, tirar sarro com o rival, pedir para entregar o jogo, às vezes até torcer contra o próprio time, por mais que pareça exagero, não o é. Entretanto os jogadores que são pagos pelo clube não devem entrar nesta discussão, muito menos entrar em uma partida para perder, como já vimos até em Copa do Mundo. A sensação é de enganação, de ser ludibriado pelo espetáculo chamado futebol.

felipeVolto ao exemplo da partida entre Corinthians e Flamengo em Campinas ano passado. A torcida corintiana certamente não queria que o time ajudasse o rival, mas os jogadores não podiam entrar no clima da massa. Como fez o goleiro Felipe, hoje no Braga, de Portugal. É verdade que o árbitro foi muito mal e inverteu diversos lances, errou e demasiadamente a favor dos cariocas. No entanto a indignação de Felipe e a sua atitude de nem ao menos tentar defender o pênalti foi algo absurda, repugnante.

grafite sp Anos antes, aliás, o Corinthians viveu algo semelhante, mas na parte inversa da tabela. Dependia de uma vitória do Inter contra o Goiás para permanecer na primeira divisão e novamente em uma arbitragem medonha, nada adiantou. Não adianta nem culpar o Inter por falta de motivação e vingança de 2005. Outro exemplo vem do Paulista de 2003, quando Grafite salvou o time do Parque São Jorge de um humilhante rebaixamento para a série A2. De acordo com o atacante, ele apenas cumpriu seu dever. “Não salvei o Corinthians. Apenas fiz meu trabalho”, disse.

Grafite não entrou no embalo da torcida, foi criticado por isso. Clêmer defendeu pênalti contra o Goiás. Apenas Felipe virou jogador-torcedor, e quando isso acontece, é ruim para o atleta, para o clube, para o campeonato e para o futebol. E o mais importante nisso tudo é recordar que A ou B não deixarão de ganhar por culpa dos rivais, mas pela incompetência própria.

Um comentário:

  1. Todo fim de ano esse papo sempre aparace:"Entregar ou não? Eis a questão". Uma solução para isso seria deixar os clássicos regionais para fim do campeonato. Ajudaria um pouco.! Vai Curintia! Abs

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