sábado, 20 de novembro de 2010

Uma reflexão sobre como tratamos nossos ídolos

ederjofre02_gcom_950 Esta semana o maior pugilista brasileiro de todos os tempos completou 50 anos de seu título mundial do peso galo. Eder Jofre, filho e aluno de ‘Kid Jofre’, derrubou o mexicano Eloy Sanchez por nocaute, no dia 18 de novembro de 1960 em Los Angeles, e conquistou pela primeira vez o titulo mundial.

O Galinho de Ouro, como era chamado, lutava pelo São Paulo Futebol Clube e recebeu homenagem com fotos e um par de luvas autografado por jogadores e comissão técnica.

Esta homenagem nos faz refletir como o povo brasileiro trata seus ídolos. Na maioria das vezes eles são esquecidos – inclusive pela imprensa – e até maltratados. São poucos os personagens que não saem do cenário e do lúdico da população. Até mesmo Pelé é alvo de chacotas. Talvez o mais respeitado de todos os nossos ídolos seja Ayrton Senna. Sim, porque falar de Senna é lembrar nostalgicamente de um momento em que éramos felizes e pueris a ponto de chorar como crianças na frente da televisão em um domingo de manhã. Senna nos dava orgulho, elevou o nome do país.

E temos tantos outros que o fizeram com dignidade, paixão e garra. Gustavo Kurten merecia ser nome ruas, praças, escolas e quiçá estádio, não só em Santa Catarina, mas no Brasil. João do Pulo, Adhemar Ferreira da Silva, Maria Lenk, Oscar Schmidt, Hortência, Paula, a geração do vôlei de 1992, a atual de Bernardinho, poderia me prolongar por mais inúmeros parágrafos, sem ao menos citar craques do futebol, como Zico, Sócrates, Rivelino, Tostão, Zagallo.

A sátira do brasileiro com seus ídolos chega a ser desrespeitosa em certos momentos. Rubinho e Massa, por exemplo, sofrem até hoje com isso. Veja só, Rubinho é o piloto que mais correu na maior categoria do automobilismo mundial, no entanto é lembrado por outros fatos como entregar a vitória para Schumacher. Não que eu ache certo, acredito até que Senna não faria e fiquei decepcionado com Massa, mas daí a debochar dele por isso já é exagero.

A questão principal é a maneira como tratamos nossas “divindades”, o desrespeito, o deboche. Talvez seja a hora de repensar tudo isso, até porque se nós não respeitamos, quem irá respeitar?

Uma dica. Amanhã no Esporte Espetacular reportagem com Eder Jofre e  Eloy Sanchez. Promete.

Um comentário:

  1. Belo texto Lucizano! O Brasil não respeita seus ídolos, infelizmente.Uma falta de educação tremenda, em outros países nesse quesito estão bem mais avançados. Outro exemplo atual é o Ronaldo. O cara já ganhou tudo que possa imaginar. Mesmo assim, sempre é maltrado!A sociedade é imediatista e se recusa valorizar a memória.! Abs

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