domingo, 12 de dezembro de 2010

Especial Estudiantes Pentacampeão – Parte 1

campeon_67_g O ano de 1967 ficou marcado pela morte do mito argentino Ernesto Che Guevara, em outubro na Bolívia. Mas meses antes um dos maiores clubes do futebol portenho comemorava seu primeiro título de campeão argentino*.

Naquele ano o campeonato argentino mudou o seu formato e passou a ser disputado em dois turnos diferentes, o Metropolitano e o Nacional. Assim como o Apertura e o Clausura de hoje.

O Pincha então treinado por Osvaldo Juan Zulbeldía quebrou a hegemonia dos clubes da capital federal e logrou sua primeira conquista. O clube albirrojo terminou a primeira fase da chamada Zona A em segundo lugar, atrás do Racing, campeão do ano anterior.

A campanha

jrveronCom 11 vitórias, 7 empates e 4 derrotas na Zona A o clube garantiu o segundo lugar e a vaga na semifinal. O inicio foi avassalador, cinco vitórias (incluindo Boca e Racing) e um empate até a derrota diante do Newell’s. Depois a sequência foi apenas regular com vitórias em casa e pouco aproveitamento como visitante. A defesa foi a melhor da primeira fase.

Com 29 pontos – a mesma pontuação do Racing – o Pincha assegurou a vaga na semifinal contra o Platense, líder da Zona B. Na outra partida Independiente e Racing brigavam pela chance de chegar à decisão.

A Bombonera foi o palco da semifinal entre Platense e Estudiantes, uma partida emocionante com sete gols. Perdendo por 3 a1 a virada parecia improvável, mas no fim deu Estudiantes 4 a 3. Na outra partida o Racing passou pelo Independiente por 2 a 0.

Antes da finalíssima Racing e Estudiantes jogaram duas vezes pela Zona A, em ambas o Pincha levou a melhor, vitórias por 2 a 1 e 1 a 0. Jogos duros, assim também deveria ser a final, não? Nem tanto assim. Após um zero a zero no primeiro tempo Madero abriu o placar aos sete minutos. Juan Ramón Verón (foto acima) ampliou aos 24’ e aos 27’ Felipe Ribaudo fechou o placar diante de quase 60 mil pessoas no ‘Gasómetro’.

Frase do título

"... o título nos traz lisonja e responsabilidade. E ninguém irá suportar caímos para terceiro ou quarto lugar. Ganhamos porque soubemos aproveitar todas as oportunidades e porque temos uma boa visão sobre todas as coisas", Osvaldo Zubeldía.

Elenco

maero e bilardo Alberto Poletti, Gabriel Flores, Enry Barale, Hugo Spardo, Alberto Aguirre Suárez, Eduardo Manera, Carlos Pachamé, Raúl Madero, Oscar Malbernat, Hugo Mateos, Carlos Bilardo, Rubén Bedogni, Marcos Conigliaro, Juan Echecopar, Juan Ramón Verón, Eduardo Flores, Luis Zibecchi e Felipe Ribaudo.

* O Estudiantes foi campeão nacional em 1913, mas o futebol ainda não era praticado de forma profissional no país.

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