sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Oscar conhece mais duas apresentadoras

Olá cinéfilos de plantão. Toda sexta é dia de uma pequena nota no site Guia Cultural Brasil.

No site algumas sinopses e a estreia de "127 horas".

Confira.Cate Blanchett e Reese Witherspoon no Oscar

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Onde está o camisa 9?

batistutaO campeonato sul-americano acabou, o Brasil conquistou o título e a vaga para as Olimpíadas 2012 em Londres. A goleada aplicada contra o Uruguai e a artilharia de Neymar pode esconder um problema na base dos clubes nacionais, a falta de um centroavante.

Entre as qualidades deste homem de área, podemos incluir a presença incômoda entre os zagueiros, mais centralizado, oportunismo, a finalização fatal, o bom jogo aéreo, trombador e por que não, um típico pivô de futsal?

Inspiração não falta no próprio país, como Casagrande, Evair, Careca, etc. No futebol atual não só o Brasil sofre com isso. Na década de 1990 atletas como Salas, Zamorano, Batistuta, Shevchenko, Sand, Suker, Klinsmann, Van Basten, Raúl, Kluivert e por aí vai. Destes, todos são craques, meu preferido era Batistuta, o Batgol, maior artilheiro da seleção argentina.salas

Hoje são raros os clubes que ainda formam centroavantes. Recentemente Felipão elogiou as atuações de El Loko Abreu, o uruguaio é um dos poucos em atividade no país. Falta qualidade e inteligência dentro da área aos outros.

As revelações jogam pelas pontas, jogadores que atuam fora da área. Como Neymar, Lucas, Dentinho, Pato e Robinho. A base parece não se importar com a falta desse jogador cada vez mais raro. Os últimos representantes dessa “raça” talvez sejam Adriano, Fred e vá lá Luís Fabiano e por que não Jonas, artilheiro Brasileiro 2010.

luis fabianoCuriosamente os últimos artilheiros do Brasileiro eram todos centroavantes, entretanto nenhum jovem. Nos últimos dez anos tivemos Romário e Washington (duas vezes), Kleber Pereira, Dimba e Adriano. Entre os artilheiros mais jovens, quase nenhum vingou, como Keirrison, Josiel e Souza. Apenas Luís Fabiano em 2002 conseguiu uma carreira de sucesso e chegou a disputar uma Copa do Mundo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A vitrine da América do Sul é no Chile

images (1)O quê tem em comum Valdivia, Montillo, Conca, Victorino, Cabañas e Lucas Barrios? Aparentemente nada. Uns são meias, outro atacante e ainda um zagueiro. Entretanto todos eram jogadores medianos ou no mínimo desconhecidos até disputarem o campeonato chileno, o novo descobridor de talentos do futebol sul-americano é a vitrine sul-americana, é só escolher e levar.

Não se discute o talento do futebol brasileiro e muito menos dos argentinos, mas por que é preciso partir para o país andino para se destacar? Vejamos, por exemplo, o caso principalmente dos atletas argentinos que partem sem prestígio de seus clubes para arrebentarem no Chile.

images (3)O melhor jogador do Brasileirão ano passado é exemplo disso. Antes de chegar ao Vasco e depois conquistar o nacional pelo Fluminense, Darío Conca passou bons momentos e ganhou título no Universidad Católica. Antes, no entanto, ele era pouco aproveitado no River Plate.

Situação parecida com a do compatriota Montillo. O meia começou no San Lorenzo, jogou no México e retornou ao Gasômetro. Em 2008 rumou para o Universidad do Chile e se destacou. No meio do ano transferiu-se para o Cruzeiro e foi ocnsiderado um dos melhores do Brasileiro.

O Colo-Colo apostou em Valdivia, Arturo Vidal, Humberto Suazo e no argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios. Hoje no líder alemão Borussia Dortmund, Barrios rodou por clubes menores da Argentina e pelo Atlas do México antes de chegar em 2008. No mesmo ano o atacante foi artilheiro no Apertura e no Clausura, com 19 e 18 gols respectivamente.

images (2)Antes deles já passara por lá outro artilheiro. Em 2003 o paraguaio Salvador Cabañas foi artilheiro do Apertura 2003. Carrasco dos flamenguistas e da seleção brasileira, o atacante que foi baleado na cabeça ano passado e hoje treina no Libertad, marcou 18 vezes pelo Audax Italiano. Do Chile ele partiu para fazer fama no México, primeiro no Jaguares e depois no América.

Em 2006 pela primeira vez um jogador que disputava o Campeonato Chileno ganhou o prêmio de melhor jogador da América, o Rey de América, escolhido pelo jornal uruguaio El País. O meia Matias Fernández era uma promessa aos 20 anos e era destaque no Colo-Colo. Hoje aos 24 anos o atleta busca espaço no Sporting de Portugal.

Nesta temporada dois reforços prometem repetir a trajetória de atletas que disputaram o chileno e brilhar no Brasil. O Flamengo trouxe o meia argentino Bottinelli do Católica e o Cruzeiro aposta em Victorino, zagueiro uruguaio.

_Hhy0oNa nova safra de atletas negociáveis, o Católica aposta em Marcelo Cañete recém chegado do Boca. La U contratou Gustavo Canales, a transferência mais cara do clube. No Colo-Colo Marco Medel é a esperança. Aos 30 anos o uruguaio Martín Liguera comanda o Unión Española. Não deixe se enganar pela idade, com a mesma idade Mirosevic foi artilheiro do campeonato passado e foi negociado com o Al Ain dos Emirados Árabes Unidos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sexta de estreias no cinema

Sexta-feira é dia de estreias no cinema do país com dois filmes com indicações para o Oscar, Bravura Indômita e O Discurso do Rei.

Este foi o tema da minha estreia no site www.guiaculturalbrasil.com.br, que tem além de cinema, música, teatro, arte e literatura.

Se quiserem conferir o texto, acessem aqui

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Números da Libertadores

imagesQual time participou mais vezes da TLA (Taça Libertadores da América)? O Peñarol do Uruguai. Foram 38 edições.

Os uruguaios também são os que mais jogaram, mais marcaram e sofreram gols, e mais perderam. O Pentacampeão já disputou 305 partidas, com isso o número de derrotas é de 95. Para se ter uma idéia, alguns clubes tradicionais se quer jogaram tantas partidas. O Santos é um exemplo. Disputou 86 jogos em 10 edições.

Qual clube mais venceu partidas? Quem pensou Peñarol errou. O River Plate com 144 vitórias em 291 jogos é o time que mais vezes saiu vencedor de um duelo na TLA.

Qual clube brasileiro mais jogou a TLA? O São Paulo, com 15 edições e 149 jogos. O tricampeão é ainda o maior vencedor de jogos do país com 77 vitórias, além de ser o que mais pontuou.

Algum brasileiro nunca venceu nenhum jogo no torneio? Sim. O Bangu jogou 6 partidas, empatou 2 e perdeu 4.

Qual clube que mais vezes jogou o torneio e nunca o venceu? O Cerro Porteño do Paraguai já participou de 33 Libertadores e nunca venceu. Foram mais de 250 partidas e nada de levantar a taça.

Qual clube campeão tem melhor aproveitamento em títulos por torneios jogados? O Argentinos Jrs. O clube que revelou Maradona venceu uma vez o TLA em apenas duas edições que disputou.

Algum clube nunca marcou gols no torneio? Sim. De todos os participantes, somente os peruanos do Coronel Bolognesi não marcaram. O clube jogou 6 partidas, empatou duas e perdeu 4.

Quais os clubes que mais pontuaram por país?

Argentina – River Plate 502 pontos

Brasil – São Paulo 268 pontos

Bolívia – Bolívar 271 pontos

Chile – Colo-Colo 294 pontos

Colômbia – América de Cali 322 pontos

Equador – Barcelona 230 pontos

México – América 113 pontos

Paraguai – Olímpia 381 pontos

Peru – Universitário 266 pontos

Uruguai – Nacional 495 pontos

Venezuela – Caracas 63 pontos

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Reserva sim, ignorante não

Acabo de ler a carta do zagueiro reserva do Timão, Paulo André e espero que todos pensem reflitam.

Abaixo os dizeres dele em seu blog http://pauloandre-13.blogspot.com/

Verdadeiro amor

Antes de começar meu relato, quero deixar claro que entendo o que é ser corintiano e respeito o que isso proporciona aos nossos corações! Jogar no Corinthians é diferente de tudo. É respeitar uma cultura, é como ser chamado para a guerra para defender uma nação.

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Ontem, ficamos quase uma hora para sair do nosso local de trabalho, porque torcedores protestavam e ameaçavam qualquer um que esboçasse aparecer no estacionamento do clube. Hoje, saímos escoltados por uma barricada de policiais que tentavam impedir que os protestantes jogassem pedra no ônibus. Bombas de gás lacrimogêneo foram jogadas contra esses que tentam destruir o patrimônio do clube que dizem amar. É paradoxal! Não quero minimizar esse sentimento, mas essa demonstração de amor é que é difícil de entender.
Por outro lado, acho válido protestar, reivindicar mudanças e melhoras, exigir alternativas para o crescimento daquilo que amamos. Mas para isso, há a necessidade de saber pra que e por que se está protestando. Se for uma simples forma de descontentamento e oposição, não vejo resultados que ajudem o time a levantar nesse momento.


Contestar mudanças para o bem do clube, tirar esse ou aquele jogador, ou até mesmo trocar todos os jogadores se for necessário, é valido e essas questões devem ser discutidas. Mas passar do protesto para agressão física ou ameaça, não levará o time a lugar nenhum, ou no máximo, o levará ainda mais para baixo.

Gostaria que essas mesmas pessoas que fazem esses protestos se mobilizassem também em prol do Brasil, e tivessem um sentimento de lutar pelo desenvolvimento da nossa pátria. Talvez dessa forma, sairiam às ruas para protestar contra políticos, mensalões, Erenices, enchentes e salários de deputados e senadores.

Gostaria que eles não aceitassem as condições de vida a que somos expostos, a educação e o transporte público precários a que somos submetidos diariamente e consequentemente, que parassem de depositar toda a sua alegria e esperança nos seus times do coração. Quando eles perdem ou fracassam, toda sua expectativa de ser feliz se escoa pelo ralo, gerando raiva e insatisfação, como se toda sua miséria, dor e dificuldade fossem causadas por aquela derrota.

A política do pão e do circo continua dando frutos no nosso país. Os governantes ludibriam o povo, e os fazem acreditar que comida e diversão são suficientes para que as pessoas não se envolvam com questões de governo. Esses que estão sobre todos nós, extrapolam e apoiam os esportes e as conquistas para que esse efeito “tudo está bem se o futebol estiver bem” seja uma verdade absoluta, sem se importar com o crescimento do país e do povo pelo qual foram escolhidos a defender.

Se analisarmos os baderneiros froidianamente, creremos que eles não têm tanta culpa por suas atitudes, já que estão com vendas sobre os olhos, reagindo aos seus próprios costumes, como um efeito cultural. Analisando pela esfera de quem acredita no direito à opinião (e foi por isso que criei o blog) não consigo enxergar de outra maneira senão pensar que esses não são verdadeiros torcedores corintianos. Penso que os verdadeiros apaixonados amam o clube sem egoísmo, sem exigir nada em troca, como o sentimento de um pai por um filho ou de um homem por sua mulher. Os pais ficam tristes quando um filho repete de ano, mas nem por isso o agridem (apesar da tristeza). Pelo contrário, lhe dão forças e ferramentas para que ele possa superar aquela dificuldade.

Amar o Corinthians quando o Corinthians ganha, é gostoso. Amar o Corinthians quando tudo está bem, é fácil.

Mas nenhum clube de futebol vive só de títulos!

A derrota é amarga, não só para a torcida, mas para todos os envolvidos. Para o torcedor, seu time de coração perdeu e isso é revoltante, eu entendo. Mas para quem está lá dentro, é um fracasso pessoal e profissional.

A torcida entoa hinos de “maloqueiro e sofredor, graças a Deus” reconhecendo que muitas vezes ser torcedor não é uma tarefa fácil. Indubitavelmente, todos admitem que os 23 anos de fila, exterminados em 77 com o gol de Basílio, fizeram bem ao clube (apesar de todo o sofrimento), pois tornou apaixonada a sua torcida, diferente de qualquer outra já existente no planeta.

Lembremos da história, façamos dela um professor para o que está por vir. Utilizemos a derrota para fortalecer nosso clube e o amor que sentimos por ele. “Teu passado é uma bandeira, teu presente uma lição”. Não vamos parar de lutar. Aqui é Corinthians.

Dois jogos que abalaram um time

ronaldoO torcedor corintiano está triste. A torcida fiel está irada. Todos os alvinegros estão atordoados. Sim atordoados. A melancólica e trágica eliminação na principal competição do ano e obsessão declarada do clube foi o ápice da raiva e do descontentamento. Ronaldo e Sanchez já não são unânimes e Tite é o alvo.

Nada, absolutamente nada justifica a eliminação para o Tolima, e nada, absolutamente nada justifica a violência de alguns torcedores, vândalos que se dizem apaixonados por um clube. Quebrar carros, atirar pedras ou ameaçar não adianta nada, pelo contrário, assusta possíveis reforços futuros.

Tudo na verdade começou com o empate contra os reservas dos rebaixado Goiás. Na verdade estou errado, desculpe leitor, tudo começou com a saída de Mano Menezes. Sim, porque de lá pra cá nada deu certo. Vejamos.

Adilson assumiu o clube, um técnico bom que não teve sorte – devido às contusões e nem capacidade de manter um clube de ponta na ponta. Depois Tite chegou e não perdeu, mas ganhou muito pouco. O empate com os reservas do rebaixado Goiás foi o auge.

Daí André Sanchez resolveu não contratar nenhum titular, afinal perder o capitão e líder William e o principal atleta do time, o meia Elias, não era nada tão grave. Mas foi. De que adianta trazer o Liédshow agora? E o zagueiro? Victorino titular do Uruguai na Copa seria titular em qualquer clube do país, foi contratado pelo Cruzeiro. Tite obviamente tem culpa, pois escalar três volantes e três atacantes sem um meia de ligação é algo que não se faz nem no CM. O Corinthians parecia o Brasil de Dunga, um time de volantes. Bruno César não é craque, mas é criativo, nem Paulinho e muito menos Ralf o são.

Como se tudo isso não fosse o bastante, Ronaldo era uma esperança que se mostrou inútil. Se me perguntassem se eu o queria no elenco, a resposta seria sim. Em campo a resposta seria não.

O ano para o Timão acabou, pelo menos até o Brasileiro... Paulistinha? Não dará vaga para nada.