segunda-feira, 28 de março de 2011

A batalha pelas cotas da TV

Circo Brasileiro de FutebolO imbróglio causado pela separação do Clube dos 13 gerou discussão em todas as rodas de discussão sobre futebol no país. A questão principal não é o dinheiro com bem se sabe, mas sim a força política dos clubes.

A força de Corinthians e Flamengo é bem maior que a dos outros clubes brasileiros devido a grande torcida e, conseqüentemente o retorno midiático que causa e também ao alto índice de vendas. A Globo tem poder e apoio da CBF, que por sua vez conta com a ‘falta de interesse’ da principal emissora do país nas tramóias da confederação e de seu eterno presidente.

Mas qual o interesse de cada clube? A revista Placar listou os motivos de cada clube no apoio ao C13, Globo ou Record. A briga do São Paulo com a CBF atrapalha o clube, o interesse do Corinthians está ligado a um futuro cargo de Andrés na Confederação e um apoio ao estádio paulista na Copa.

Em meio a tudo isso, acredito que a melhor forma e mais justa de dividir as cotas é a inglesa. Explico. Atualmente Flamengo e Corinthians devem ter um valor muito superior aos demais. Na Premier League, por exemplo, o valor é divido de forma clara e coloca times pequenos com boa porcentagem do valor acertado. Para simplificar, imagine que o triênio do Brasileiro fique em 100 milhões de reais. Deste valor, 50% é dividido entre os 20 clubes, 25% distribuídos segundo o desempenho no ano anterior e 25% disseminados pelos mais populares de acordo com a audiência.

000000No atual cenário, Fluminense, Corinthians, Cruzeiro e Grêmio teriam cotas vantajosas pela posição no último nacional. Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco são os times mais populares e deveriam ter cotas diferenciadas.

A política ainda impera na decisão e o Palmeiras deve seguir Grêmio, Corinthians e fechar com a Globo, enfraquecendo ainda mais o Clube dos 13. Esse cenário poderia levar o nacional ao mesmo nível do espanhol, onde Barcelona e Real são donos da grande fatia das transmissões e mandam no país. Entretanto, a falta de planejamento dos clubes felizmente impede esse domínio de dois ou três times.

Nenhum comentário:

Postar um comentário