terça-feira, 17 de maio de 2011

Craque sem glórias

Ele esteve em 80 jogos da Libertadores da América, sendo quatro finais (2002, 2003, 2007 e 2011), esteve também em seis partidas de três Copas do Mundo (2002, 2006 e 2010), na final da Copa América (1999), da Copa Sul Americana (2007 e 2010) e inúmeros campeonatos colombianos. Não, ele não é nenhum craque, nunca marcou um gol e sequer pode ter seu nome vangloriado pelos torcedores. Por uma única razão. Ele é árbitro, ou melhor, era.

No início do mês o colombiano Óscar Ruiz encerrou a carreira de árbitro de futebol precocemente, aos 42 anos, na partida entre Estudiantes e Cerro Porteño pelas oitavas de final da Libertadores, competição da qual é o juiz que mais apitou. Restavam ainda quatro anos até a idade limite exigida pela FIFA, mas ele decidiu parar antes.

oscar-ruiz_662154751 Foram quase vinte anos de carreira, elogiado internacionalmente e tido como um dos melhores do continente sul-americano, Ruiz foi eleito pela IFFHS (International Federation of Football History & Statistics) o segundo melhor árbitro da década passada (2001-2010).

Talvez os argentinos não tenham uma lembrança tão boa assim de Ruiz, foi ele o árbitro da famosa partida no Mineirão em junho de 2004, pelas eliminatórias da Copa 2006, que o Brasil derrotou a Argentina por 3 a 1 com três gols de Ronaldo, todos de pênalti.

A única frustração na carreira de Óscar Ruiz poderia ser a ausência em uma final de Copa do Mundo, porém ele assegura que não. “Não foi uma frustração, porque sempre me empenhei e fui honesto, me equivoquei muitas vezes, mas sempre sem intenção”, afirmou ao site da Conmebol.

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