segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Amados e Odiados


Em 2001 o jornalista italiano Tommaso Pellizzari, do Corriere della Sera, e torcedor fanático pela Internazionale de Milão causou polêmica ao publicar o texto No Milan, baseado no livro No Logo, de Naomi Klein. Pellizzari monta dois times do rival Milan, um com os dez jogadores que mais odeia e outro com os dez que mais gosta.

Resolvi fazer o mesmo com os rivais do meu time, o Corinthians, e publicar os dez mais odiados e amados dos rivais Palmeiras, Santos e São Paulo.

Vejam e opinem, pois essa é a diversão do post. Não se esqueçam de colocar os amados e odiados do rival. Vale lembrar que são apenas jogadores que vi atuarem.

Palmeiras

Odiados

Alex, Arce, Djalminha, Edmundo, Evair, Felipão (não é jogador, mas vale), Galeano, Marcos (responsável por uma das maiores tristezas do meu time), Paulo Nunes e Valdivia.

Amados

Giono, Jorge Preá, Jumar, Junior Tuchê, Marcinho Guerreiro, Misso, Oséas (gol inesquecível), Paulo Turra, Rosembrick, Taddei.

Santos

Odiados

Diego, Elano, Fábio Costa, Giovanni, Léo, Guga, Neymar, Paulinho McLaren, Pelé (único que não vi jogar) e Robinho.

Amados

André Belezinha, Copertino, Domingos, Durval, Dutra, Edinho (gol inesquecível do Marcelinho), Henao, Pará, Robson (Robgol) e Zé Love.

São Paulo

Odiados

Alex Silva, Ceni, Cicinho, Dagoberto, França, Kaká, Lugano, Luis Fabiano, Souza e Raí.

Amados

Alencar, Carabali, Dill, Lino, Nem, Paulão, Pavão, Rico, Rogério Pinheiro e Sierra.

Devo ter cometido algumas injustiças, foi difícil escolher dez odiados de alguns, pois passaram tantos ‘bons jogadores’ que tornam árdua a escolha. No entanto, os amados são muitos, que não cabem em apenas dez.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Calcio: O adeus de quatro campeões do mundo


O fim da temporada 2011/2012 na Itália foi marcado pelo título da Juventus, que não levantava o scudetto desde 2002/2003.  A vitória por 2 a 0 contra o Cagliari deu o 28º  título nacional ao clube de Turim. Apesar da extrema felicidade, o torcedor bianconero pode dizer que seu coração está triste. Alessandro Del Piero, principal ídolo da torcida, anunciou sua saída após 19 anos no clube, seis títulos do Cálcio, uma Série B, uma Coppa Itália e uma Liga dos Campeões.

Mas não é apenas a atual campeã da Série A do italiano que vê um ídolo partir, no rival Milan são três despedidas de peso, de três campeões do mundo em 2006 como Ale. O time ‘envelhecido’ do Milan se desfaz após o vice-campeonato. Alessandro Nesta (36 anos), Gennaro Gattuso (34) e Filippo Inzaghi (38) deixam Milão após praticamente uma década juntos.

A idade infelizmente chegou para esses monstros italianos e o Calcio certamente sentirá falta da qualidade técnica desta geração campeã do mundo. A renovação não parece tão animadora, são poucas as revelações e também as apostas para novos ídolos locais. A nova regra de ‘fair play’ financeiro imposta pela Uefa pode ajudar as categorias de base.

Restaram apenas outros vovôs tetracampeões para 2012/2013 como Buffon (Juventus), Pirlo (Juventus), Perrota (Roma), Totti (Roma) e Zambrotta (Milan), e outros nem tão velhos assim, como os tradicionais De Rossi (Roma) e Gilardino (Genoa).

sexta-feira, 23 de março de 2012

Messi, o chapeleiro maluco

Desde a estreia no time titular com um gol de cobertura após lindo passe de Ronaldinho Gaúcho, Lionel Messi vem batendo recordes e encantando o mundo com a bola grudada em seus pés. Falar do potencial do argentino é repetir o que a imprensa esportiva segue publicando desde 2005.

Enquanto conversava na redação com os colegas sobre o 'gênio' da bola, discutimos a recente especialidade de Messi, os gols por cobertura. Recente? Na verdade não. O primeiro gol de Lionel foi uma cavadinha, mas foi anulado incorretamente. Tudo bem, ele fez outro no mesmo jogo contra o Albacete, e desta vez valeu.

Ao todo, Messi já marcou 19 vezes (pelo Barcelona) encobrindo o goleiro adversário, inclusive de cabeça, contra o Mallorca, em 2011. A maior vítima do craque nesta modalidade é o próprio Mallorca, que levou três. E temos um brasileiro na conta, o Santos, no Mundial de Clubes da Fifa.

Abaixo, a lista.

Número - Adversário - Nº do gol na carreira pelo Barcelona - Ano

1-  Albacete (1) 2005
2-  Mallorca (6) 2006
3-  Atlético de Madrid (22) 2007
4-  Shakhtar (48) 2008
5 - Real Madrid (58) 2008
6-  Mallorca (69) 2009
7-  Zaragoza (89) 2009
8-  Tenerife (99) 2010
9-  Arsenal (118) 2010
10 Racing (134) 2010
11 Villarreal (145) 2010
12 Betis (156) 2011
13 Mallorca (169) 2011 ( de cabeça)
14 Santos (208) 2011
15 Valencia (222) 2012
16 Leverkusen (224) 2012
17 Leverkusen (226) 2012 
18 Sevilla (231) 2012
19 Granada (233) 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Artista

A moda agora é fazer filmes em 3D, algo que sinceramente não me agrada, mas o que mais poderíamos ter de inovação após isso. Não sei, fala-se em 4D, mas é possível hoje em dia fazer um filme mudo, em preto e branco e atrativo? Sim. ‘O Artista’, do diretor Michel Hazanavicius prova isso.

Tudo depende é claro de um bom roteiro, sem uma boa história não há 3D ou 4D que garanta o sucesso de um longa. O Artista tem história, conta como um ator no auge da era do cinema mudo reage ao cinema falado. O filme é uma clara homenagem ao cinema mudo dos anos 1920 e às raízes do cinema.

Hazanavicius – autor de Agente 117 – fez um belo filme que concorre a nada menos que 10 estatuetas no Oscar 2012. Entre as indicações estão a de melhor trilha sonora (ótima), de Ludovic Bource, melhor filme (prefiro Meia-Noite em Paris, de Woody Allen) e melhor atriz coadjuvante para a bela e talentosa argentina Bérénice Bejo, que também fez Agente 117.

Para o público brasileiro o filme não é tão atrativo. Basta ver que o longa está em 47 salas do país e segundo informações do colunista Lauro Jardim, da Veja, 34.850 pessoas assistiram ao filme entre sexta-feira e domingoO filme ficou em décimo lugar na bilheteria, liderada pelo blockbuster 'Cada um tem a Alma Gêmea que Merece', com 359.865 expectadores.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A 1ª vez na Libertadores

Há 41 anos o Fluminense fazia sua estreia na Libertadores da América contra o Palmeiras, em São Paulo. O clube vinha credenciado pelo título do Robertão do ano anterior e apenas uma peça tinha sido trocada para a temporada de 1971, o treinador.

No banco de reservas daquele ano o tricolor tinha o tricampeão mundial Zagalo, que substituiu Paulo Amaral. Segundo o presidente da época, a troca não devia causar grandes mudanças, pois o time segundo ele ‘podia ser comparado a um hospital, e o técnico a um médico que só entrava em ação quando o paciente estava anestesiado’

Mas, antes de Zagalo e Paulo Amaral, outro grande personagem montou a tática, a estrutura do tal hospital tricolor, trata-se de Telê Santana, o mestre Telê, que organizou o esquema tático que passou a ser usado então.

Além deles, outra figura conhecidíssima fazia parte daquela comissão técnica que parecia promissora. O preparador físico do time das Laranjeiras era o tetracampeão do mundo, Carlos Alberto Parreira.

Parecia tudo perfeito para a inédita conquista e a vitória por 2 a 0 contra o Palmeiras de Leão, Dudu, Ademir, Edu e Luís Pereira só confirmou a expectativa da torcida. Com dois gols do atacante Flávio e Samarone em destaque, os cariocas resolveram o jogo ainda no primeiro tempo. O fato curioso é que os treinadores Zagalo e Rubens Minelli tiveram que comandar os times da numerada e do alambrado.

O time destruía os adversários na primeira fase, mas nos dois últimos jogos foi derrotado por Deportivo Itália e Palmeiras, e perdeu a liderança do grupo para o verdão, sendo eliminado.

Os Inscritos
Félix, Vitório, Jairo, Oliveira, Galhardo, Assis, Marco Antônio, Toninho, Albérico, Paulo Lumumba, Denílson, Didi, Silveira, Cláudio, Cafuringa, Samarone, Flávio, Lula, Wilton, Jair, Mickey, Sérgio Cosme, Márcio, Marquinhos e Rubens.

Sabatina na Folha: Andrés Sanchez


Presidente licenciado do Corinthians e atual diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanchez, participou na última segunda-feira (06/02) da Sabatina na Folha de S. Paulo e não teve ‘papas na língua’. Por vezes aborrecido, Sanchez aproveitou a entrevista para criticar jogadores, dirigentes e em especial o blogueiro Ricardo Perrone, do UOL.

Demissões

Desde que assumiu o Corinthians em 2007, Andrés demitiu apenas um técnico, Adilson Batista, apesar da enorme pressão para a demissão de Mano Menezes (em 2010) e Tite (em 2011). Questionado sobre uma possível saída do atual treinador da Seleção, o diretor diz: ‘Não gosto de demitir. Mas o que vale é o resultado e o Mano tem que montar o time, independente de Olimpíada’.

Carta Branca

No atual cargo na CBF, Sanchez é o responsável pelas seleções e não participa de convocações, mas pode barrar qualquer atleta por desobediência. ‘Quem convoca é o treinador e posso proibir por problema disciplinar’.

Arena Corinthians

Ainda que licenciado, Sanchez aproveitou para disparar criticas aos meios de comunicação pelo termo ‘Itaquerão’ usado por grande parte da imprensa. ‘O nome Itaquerão atrapalha muito, podiam nos ajudar e chamar de Arena Corinthians’. Mas o estádio sem nome deve durar pouco tempo, pois o Sanchez afirma que ‘depois que o novo presidente assumir o cargo, de 30 a 40 dias anunciam o nome’.

O custo do estádio também foi tema de discussão. Quando anunciou o projeto o Corinthians falava em gastar aproximadamente 350 milhões de reais. Entretanto, como se sabe não ficará por menos de R$ 800 milhões. ‘Muita gente queria que custasse R$ 1 bilhão, mas não vai custar mais de R$ 820’

Presidente Torcedor

Não é segredo que o ex-presidente Lula é fanático por futebol e apaixonado pelo Corinthians. O que talvez poucos saibam é que Lula reclamava da escalação do time.
‘O Lula cornetava bastante. Muitas vezes deixei de atender o telefone’. Segundo Sanchez, nem o fenômeno era poupado. ‘Ele (Lula) pegou no pé até do Ronaldo’.


Concentração

Principal alvo das criticas do ex-atacante Ronaldo, as concentrações também não agradam Andrés. ‘Sou contra concentração. Imagine 30 homens trancados no hotel’. Sanchez aproveitou para proibir cultos na concentração. ‘Culto, não vai ter. Se quiser, vai rezar no seu quarto’.

Adeus, Teixeira!

Uma das principais ações como presidente do Corinthians de Sanchez foi acabar com o continuísmo no poder. Atualmente, o presidente tem um mandato de até 3 anos no clube. Mas, e a CBF? Ricardo Teixeira está no cargo desde janeiro de 1989. ‘Tem que ter um limite, 15 anos no cargo é um absurdo’, diz Andrés. ‘Acho que em 2015 ele sai’, completa.

Adriano

Em entrevista para a revista GQ, Sanchez disse que Adriano não tinha mais jeito. Questionado sobre o assunto, ele apenas disse ‘o recado foi dado’

domingo, 29 de janeiro de 2012

As Aventuras de Tintim

Na semana que a Academia anunciou os indicados ao Oscar 2012, assisti ao filme As Aventuras de Tintim, baseado nas tirinhas de Hergé. Confesso que não me lembro muito bem do desenho ou quadrinhos, mas a animação dirigida por Steven Spielberg merecia concorrer ao prêmio do ano.

As trapalhadas dos investigadores Dupont, o hilário e bêbado capitão Haddock e o esperto cão Milu dão ritmo ao longa. Gostei da sequencia na saída do forte e também da batalha travada entre o capitão Haddock e Rackham com os guindastes como se relembrasse uma batalha entre navios.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Caché

Assisti novamente ‘Caché’, do diretor austríaco Michael Haneke, um dos melhores quando o tema é o suspense e o horror que atinge a classe média. Assim como em ‘A Fita Branca’, Haneke deixa que o público faça suas considerações sobre a obra, não te dá resposta, ou respostas.

O filme nos mostra como podemos ser perversos quando criança e como nossas ‘brincadeiras’ ou mentiras inocentes podem mudar toda uma vida.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Separação

É possível que haja uma separação sem que os envolvidos percam algo? Mas afinal, quem são os envolvidos? Podemos dizer que são todos, absolutamente todos que estão ligados de alguma maneira ao casal. Não apenas filhos. Mas também parentes e até vizinhos. ‘A Separação’ (do diretor Asghar Farhadi) trata exatamente disso e de muito mais, como a ética, a religião, a mentira e a verdade.

Simin (Leila Hatami) decide mudar do Irã por acreditar que sua filha teria um futuro melhor no estrangeiro, mas seu marido Nader (interpretado pelo bom Peyman Moadi) não quer se mudar, pois seu pai está com Alzheimer. Simin pede o divórcio, mas não aceita viajar sem a filha, menor de idade. Cabe então à filha a decisão, mudar-se ou não.

Existe uma idade ideal para a pessoa ter este poder de decisão? Quando estamos prontos para ter esse domínio de resolver com quem iremos morar?

Esta indefinição gera outras discussões, como o fato do filho querer ficar para cuidar do pai doente. Mas o pai já nem o reconhece por causa do estágio avançado da doença. Eis aqui um dos diálogos mais marcantes. Ele já nem sabe que Nader é seu filho. Questionado sobre isso, Nader apenas responde: Mas eu sei que ele é meu pai.

O filme parece seguir para outro caminho, tira o foco da separação e drasticamente caminha para outro tema, a mentira. Quem assiste ao seriado House conhece a celebre frase do médico ‘Everybody lies’. Quando posto em uma situação extrema, todos mentem. Para se salvar, para não ser castigado, para não salvar um parente querido. Todos mentem. Mas e quando a verdade (ou mentira?) se confronta com a – inabalável? – fé nem sempre podemos prever nossas reações.

‘A Separação’ agrada não só pelos inúmeros pontos de debate, mas também por essa outra cultura cheia de ‘regras’ por vezes incompreensíveis para o ocidente, mas que em nenhum momento é tema de discussão ou critica, simplesmente é assim, até porque dificilmente o filme seria aprovado pela censura do país*. Esta é a cultura que Simin não parece querer para sua filha, e a separação do marido pode ser encarada como a separação também de seu próprio país.

* Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as filmagens chegaram a ser interrompidas por conta do posicionamento político do cineasta, que manifestou-se contra a prisão de Panahi (cineasta iraniano), condenado por fazer propaganda contra o regime.