segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Artista

A moda agora é fazer filmes em 3D, algo que sinceramente não me agrada, mas o que mais poderíamos ter de inovação após isso. Não sei, fala-se em 4D, mas é possível hoje em dia fazer um filme mudo, em preto e branco e atrativo? Sim. ‘O Artista’, do diretor Michel Hazanavicius prova isso.

Tudo depende é claro de um bom roteiro, sem uma boa história não há 3D ou 4D que garanta o sucesso de um longa. O Artista tem história, conta como um ator no auge da era do cinema mudo reage ao cinema falado. O filme é uma clara homenagem ao cinema mudo dos anos 1920 e às raízes do cinema.

Hazanavicius – autor de Agente 117 – fez um belo filme que concorre a nada menos que 10 estatuetas no Oscar 2012. Entre as indicações estão a de melhor trilha sonora (ótima), de Ludovic Bource, melhor filme (prefiro Meia-Noite em Paris, de Woody Allen) e melhor atriz coadjuvante para a bela e talentosa argentina Bérénice Bejo, que também fez Agente 117.

Para o público brasileiro o filme não é tão atrativo. Basta ver que o longa está em 47 salas do país e segundo informações do colunista Lauro Jardim, da Veja, 34.850 pessoas assistiram ao filme entre sexta-feira e domingoO filme ficou em décimo lugar na bilheteria, liderada pelo blockbuster 'Cada um tem a Alma Gêmea que Merece', com 359.865 expectadores.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A 1ª vez na Libertadores

Há 41 anos o Fluminense fazia sua estreia na Libertadores da América contra o Palmeiras, em São Paulo. O clube vinha credenciado pelo título do Robertão do ano anterior e apenas uma peça tinha sido trocada para a temporada de 1971, o treinador.

No banco de reservas daquele ano o tricolor tinha o tricampeão mundial Zagalo, que substituiu Paulo Amaral. Segundo o presidente da época, a troca não devia causar grandes mudanças, pois o time segundo ele ‘podia ser comparado a um hospital, e o técnico a um médico que só entrava em ação quando o paciente estava anestesiado’

Mas, antes de Zagalo e Paulo Amaral, outro grande personagem montou a tática, a estrutura do tal hospital tricolor, trata-se de Telê Santana, o mestre Telê, que organizou o esquema tático que passou a ser usado então.

Além deles, outra figura conhecidíssima fazia parte daquela comissão técnica que parecia promissora. O preparador físico do time das Laranjeiras era o tetracampeão do mundo, Carlos Alberto Parreira.

Parecia tudo perfeito para a inédita conquista e a vitória por 2 a 0 contra o Palmeiras de Leão, Dudu, Ademir, Edu e Luís Pereira só confirmou a expectativa da torcida. Com dois gols do atacante Flávio e Samarone em destaque, os cariocas resolveram o jogo ainda no primeiro tempo. O fato curioso é que os treinadores Zagalo e Rubens Minelli tiveram que comandar os times da numerada e do alambrado.

O time destruía os adversários na primeira fase, mas nos dois últimos jogos foi derrotado por Deportivo Itália e Palmeiras, e perdeu a liderança do grupo para o verdão, sendo eliminado.

Os Inscritos
Félix, Vitório, Jairo, Oliveira, Galhardo, Assis, Marco Antônio, Toninho, Albérico, Paulo Lumumba, Denílson, Didi, Silveira, Cláudio, Cafuringa, Samarone, Flávio, Lula, Wilton, Jair, Mickey, Sérgio Cosme, Márcio, Marquinhos e Rubens.

Sabatina na Folha: Andrés Sanchez


Presidente licenciado do Corinthians e atual diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanchez, participou na última segunda-feira (06/02) da Sabatina na Folha de S. Paulo e não teve ‘papas na língua’. Por vezes aborrecido, Sanchez aproveitou a entrevista para criticar jogadores, dirigentes e em especial o blogueiro Ricardo Perrone, do UOL.

Demissões

Desde que assumiu o Corinthians em 2007, Andrés demitiu apenas um técnico, Adilson Batista, apesar da enorme pressão para a demissão de Mano Menezes (em 2010) e Tite (em 2011). Questionado sobre uma possível saída do atual treinador da Seleção, o diretor diz: ‘Não gosto de demitir. Mas o que vale é o resultado e o Mano tem que montar o time, independente de Olimpíada’.

Carta Branca

No atual cargo na CBF, Sanchez é o responsável pelas seleções e não participa de convocações, mas pode barrar qualquer atleta por desobediência. ‘Quem convoca é o treinador e posso proibir por problema disciplinar’.

Arena Corinthians

Ainda que licenciado, Sanchez aproveitou para disparar criticas aos meios de comunicação pelo termo ‘Itaquerão’ usado por grande parte da imprensa. ‘O nome Itaquerão atrapalha muito, podiam nos ajudar e chamar de Arena Corinthians’. Mas o estádio sem nome deve durar pouco tempo, pois o Sanchez afirma que ‘depois que o novo presidente assumir o cargo, de 30 a 40 dias anunciam o nome’.

O custo do estádio também foi tema de discussão. Quando anunciou o projeto o Corinthians falava em gastar aproximadamente 350 milhões de reais. Entretanto, como se sabe não ficará por menos de R$ 800 milhões. ‘Muita gente queria que custasse R$ 1 bilhão, mas não vai custar mais de R$ 820’

Presidente Torcedor

Não é segredo que o ex-presidente Lula é fanático por futebol e apaixonado pelo Corinthians. O que talvez poucos saibam é que Lula reclamava da escalação do time.
‘O Lula cornetava bastante. Muitas vezes deixei de atender o telefone’. Segundo Sanchez, nem o fenômeno era poupado. ‘Ele (Lula) pegou no pé até do Ronaldo’.


Concentração

Principal alvo das criticas do ex-atacante Ronaldo, as concentrações também não agradam Andrés. ‘Sou contra concentração. Imagine 30 homens trancados no hotel’. Sanchez aproveitou para proibir cultos na concentração. ‘Culto, não vai ter. Se quiser, vai rezar no seu quarto’.

Adeus, Teixeira!

Uma das principais ações como presidente do Corinthians de Sanchez foi acabar com o continuísmo no poder. Atualmente, o presidente tem um mandato de até 3 anos no clube. Mas, e a CBF? Ricardo Teixeira está no cargo desde janeiro de 1989. ‘Tem que ter um limite, 15 anos no cargo é um absurdo’, diz Andrés. ‘Acho que em 2015 ele sai’, completa.

Adriano

Em entrevista para a revista GQ, Sanchez disse que Adriano não tinha mais jeito. Questionado sobre o assunto, ele apenas disse ‘o recado foi dado’